sábado, 28 de fevereiro de 2015

A menina do coração mole

Todo dia ela vivia um caso novo
A cada noite um novo senhor
Nem mais sabia qual nome escrevia
na sua cartinha de amor

O coração andava mole feito água
qualquer balela era quase uma canção
se o rapaz fosse bonito e de bom grado
em um segundo lhe roubava o coração

Mas o problema era que paixão passava rápido
nenhum daqueles conseguiu te segurar
e a menina da boquinha cor de amor
ia pra casa de algum erro se culpar

Até que um dia da vidraça da janela
viu um moço que um pouco lhe assustou
a silhueta lembrava muito da dor dela
mas quando viu o que aquilo era, logo toda dor passou

Ela sabia que aquilo ali era irreal,
mas algum motivo a fazia insistir
as piscadelas e bobeiras da janela
a faziam acreditar: "tem coisa aí"

Mesmo que isso não levasse a nada
era melhor do que toda a confusão
amor escondidinho é melhor
do que ter um vazio no coração

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Oh! Fuck! - Desabafo!

A sensação é como se não existisse mais oxigênio, é uma agonia que não se explica e nem se descreve por inteiro, mas se eu fosse tentar, diria que é como se estivessem te torturando sem ao menos encostarem um dedo em você. Essa seria quase a descrição do que é se lembrar de uma situação que você não tem controle e que te fere completamente.
Você respira. Por fora nada realmente está acontecendo e, na verdade, não se sabe ao certo o motivo de se sentir assim depois de tanto tempo, depois de parecer que todas as coisas que te faziam mal foram apagadas da sua mente. Durante os seus dias, você nem se lembra que um dia já sofreu, você nem pensa mais no que te feriu e estar de frente com isto não te afeta mais, mas um pequeno "grão de areia" que visivelmente parece não significar nada, traz tudo a tona. 
E então vem a pergunta: Por quê???
Tanto faz, mas eu preciso de um momento desabafo...
Eu sempre pensei que nada é por acaso, mas sei lá.. ultimamente eu vejo um mundo tão sujo na minha frente que pareço desacreditar cada vez mais em tudo. O meu mundo cor-de-rosa foi embora. E as mentiras vão reaparecendo e eu aqui, tentando sempre ser superior... madura... porque é assim que dizem que devemos agir. "Essa atitude seria infantil", "Isso é anti-ético".. é sério isso???
Poxa... e o que as pessoas sentem? Isso não importa pra ninguém? Não tem valor também?
É sério que a gente vai cair no papo furado de que temos que aceitar a natureza errônea no homem? Que todo homem trai? Sério?
Porque assim realmente parece tudo escuro pra mim, parece que o que importa sempre é só o prazer, sendo que pra mim (apesar de ser mulher) nunca funcionou dessa maneira. Eu não consigo tratar os erros com pesos diferentes... pra mim, caráter é exatamente igual em qualquer tipo de situação: afetiva, financeira, profissional... sei lá o que mais.
Fuck it all!
Eu quero acreditar sim que quando existe amor e respeito as coisas são diferentes... quero voltar a acreditar em alguém... e, principalmente me permitir não ter medo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Crise dos quase 20

Confesso que, se minha vida fosse um filme, o meu momento atual poderia ser um ponto de virada.
Em roteiros, esses pontos significam que acontecimentos marcam o rumo da história, trazendo novos obstáculos ou soluções para o herói. No meu caso, quando tudo ia linearmente bem, parece que tudo decidiu explodir e de repente mil coisas acontecem e mudam tudo, da água pro vinho.
Bom, falando assim parece que todos sabem o que se passa na minha vida, mas da última vez que contei as novidades tudo ainda estava florescendo.
O projeto Fins e Recomeços está andando, lentamente, mas progredindo. A primeira música da coletânea já está quase saindo, faltando apenas liberar a Master final. Confesso que estava bem animada com o single "99 ANOS", mas algumas coisas me chatearam recentemente e aquele amor pela canção pareceu ir pelo ralo.
O que acontece é que não sei dizer em qual ponto errei, em querer gravar agora sem ter certeza de estar pronta (vocalmente falando) ou em aceitar subir o tom da música sem conhecer meus limites reais. Enfim.. o que quero dizer é que não estou satisfeita comigo mesma, com minha voz, com meu nível de aprendizado. O que posso fazer e estou fazendo é estudar, mas isso vai melhorar em longo prazo, já que grana pra aula de canto não vai rolar por um tempo.
No design as coisas vão indo, muita experiência, muito aprendizado. Comecei há pouco um técnico e agora mais que nunca a rotina fica pesada... e o dia completamente dedicado à profissão: Manhã, tarde e noite. Tem hora que enjoa, estressa, cansa e aí não tenho achado muita coisa pra melhorar o humor a não ser dormir, dormir, dormir... e nem horas de sono parecem ser suficientes.
Fora isso que já é de praxe, montei uma banda de rock semana passada e o primeiro ensaio é neste domingo. A ideia é divertir um pouco, tocar pela cidade, talvez fazer uma grana, mas, PRINCIPALMENTE, ganhar experiência de palco e entrosar com o público. Nessas saídas pelas noites do rock em BH, aprendi muito e fiz muitos amigos que tocam em bandas por aí... tem sido fantástico.
E ainda assim.. estou um pilha de nervos, com o coração saltando pela boca, sem entender se estou gostando ou não de um certo ser humano do sexo masculino ou se é só coisa da minha cabeça. Fico pensando em que decisão tomar ou se não devo tomar alguma decisão... se me afasto e fico longe de uma amizade foda ou se continuo perto e corro o risco de ficar pensando nisso, enquanto deveria estar focada em outras coisas.
Affz, todos esses fatos me fazem querer tomar decisões radicais, fico pensando se quero minha vida como está ou se ela precisa de uma reviravolta pra que no meu roteiro o ápice seja suficientemente aceitável. Não sei até que ponto vale o risco e se devo fazer o que o coração pede.
Por hora, deixo estar.. como ando fazendo sempre que surge algo que não posso mudar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Amores clichês

Está ficando um pouco clichê, essa coisa do "deixe estar"
mas não estão sobrando muitas alternativas,
se o melhor a fazer é ver a vida improvisar

ter certeza, mas mesmo assim duvidar
saber que o melhor é a distância e mesmo assim se aproximar
é... assim realmente fica difícil e não vejo uma breve solução
deixo tudo como está e espero a hora certa pra ver se a sorte acerta o coração

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vermelhos

A nossa verdade dói,
a realidade é crua
amor de verdade é raro,
e quando surge pouco dura

A magia de estar num romance,
de acreditar por um segundo
que nada mais importa, juro,
é a melhor coisa desse mundo

mas sentir sem ser sentido,
é quase a mesma coisa
que cantar um bom refrão
sem ser ouvido

Olha, eu fiz essa canção
e vim aqui pra te dizer
não dá pra ser assim
eu não posso mais te ver

O mesmo vermelho da paixão
é também o do perigo
se essa também é sua cor
não podemos ser amigos.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Everlong

“I love play in big shows, i Love play in big cities, but i Love shows like this, face to face, where i can see your funcking faces. Yes! I can see your fucking face (…) I’ll come back for you”
[Dave Grohl – Foo Fighters]

O céu nublado e a promessa de chuva, os km andados a pé pra chegar até o palco e toda a correria de uma quarta feira que começou comum, mas acabou na “eternidade”, se é que você me entende.
É sobre essa noite de meio da semana que eu quero falar hoje, dia 28 de janeiro de 2015, o último show de SONIC HIGHWAYS WORLD TOUR no Brasil.
21 anos sem uma turnê por aqui e especialmente para os Belo Horizontinos que tiveram um show cancelado. Foi a primeira vez na história dessa cidade que Dave Grohl resolveu visitá-la. A expectativa? De um show épico, de algo que nunca mais esqueceríamos... afinal de contas é um prazer imensurável receber um ídolo em sua cidade natal.
Há aqueles que se desesperaram e compraram os ingressos no primeiro dia em que as vendas foram abertas. No meu caso, eu só me desesperei, mas não pude comprar o ingresso. O coração ficava apertado com medo de ficar de fora dessa experiência. Foram dois meses praticamente vendendo o almoço pra tentar juntar a grana que eu não tinha pra poder assistir meus ídolos no palco. No fim, 5 dias antes do show, eu consegui!
Com o ingresso na mão e a ansiedade tomando conta do peito, os dias passaram bem devagar. Fui em busca de uma nova camiseta da minha banda favorita, faltando dois dias... e caramba... não tinha mais camisas do Foo Fighters nessa cidade. No fim das contas, foi melhor assim.. liguei o computador e montei minha própria arte... mandei imprimir e acabou saindo por 1/3 do preço que estavam cobrando por uma camisa nas lojas. 
Camisa vestida, ingresso no bolso, tudo pronto! Depois de uma quarta-feira turbulenta no trabalho e de rodar a cidade inteira, finalmente fui para a esplanada do Mineirão. Cheguei tarde. Quando desliguei o motor da moto escutei a primeira música começando: “Something from nothing”, e em meio a garoa que caía por ali, saí correndo pra não perder muito.
Enquanto dava a volta no Mineirão pra achar minha entrada de pista comum, já ouvia “The Pretender”, corria e enquanto gritava, cantava, pulava.. quando consegui entrar já estava no fim de “Breakout” e eu nem sabia mais pra onde ir.. aquela multidão e eu tão pequena. Não via o palco, não via o Dave, não via nada.... fui me enfiando no meio daquelas pessoas, até que achei um lugarzinho, num degrau que dava pro centro do palco e ali fiquei a noite inteira
Foi quando o Dave disse algumas palavras e logo depois tocou “Big me”.. e foi exatamente daí pra frente que eu saí completamente de mim.
A chuva que prometia não caiu, a esplanada que prometeu não encher se encheu... aquela era uma noite que deveria ser guardada na memória. Como toda primeira vez deve ser.
A única coisa que lamento foi não ter sentindo que a multidão retribuiu como Foo Fighters realmente merecia. Pelo menos não ali onde eu estava. Pra mim faltaram mais palmas, faltaram mais gritos, mais “cantar junto”, mais participação... Sabe, o povo mineiro não anda muito acostumado com shows como este. Eles mereciam, COM TODA A CERTEZA DO MUNDO, uma multidão calorosa, que cantasse aos berros todas as músicas do playlist e que pulasse o tempo todo, e, no fim, saísse dali sem voz e cansada.
Mas tudo bem, nem mesmo a empolgação nível médio de quem vi por ali foi capaz de mudar o que estava preparado para aquela noite. Dave Grohl prometeu e cumpriu, disse que gostaria que aquela noite tão linda nunca fosse esquecida. Pelo menos pra mim nunca será! Depois de tanta luta e correria, conseguir ver o meu ídolo ali na minha frente, cantando as canções que fizeram parte da minha adolescência e ainda fazem até hoje. Enquanto estava ali não havia mundo lá fora, não havia mais nada além de mim, Dave, Taylor, Chris, Nate, Pat e Rami.
As palavras do Dave me fizeram arrepiar, senti um aperto no peito de quem se sente agradecido por estar ali. Enquanto ele falava, não segurava o riso bobo na cara, que não acreditava que aquele cara ali no palco estava sendo tão simpático. Antes mesmo de pedirmos, ele prometeu voltar...  e eu já nem sabia onde guardar tanto amor no meu peito. 
"Não sabemos como nos despedir" disse Dave e para confirmar tudo que já havia dito, finalizou o show com "Everlong"... a música que traduzia exatamente o que eu sentia naquele momento.
Obrigada Foo Fighters, por mais uma noite inesquecível e mágica.
Ficam aqui minhas lembranças e um pedido de “voltem logo”!

Eu e Rami Jaffee

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Expressões!

hmmm.. sei lá!
Você tem hora que parece querer
Tem hora que parece pensar

Olha só!
eu não sei bem o que faço
se com você me embaraço,
e até o coração dá nó

Caramba!
Não me diz que agora
depois de tanta demora
vai desistir de ser minha tampa

Poxa!
E nem precisa ser a tampa perfeita,
se couber ou sobrar um pouquinho tá bom..

Bah!?
só não pode é faltar
deixar espaço pra outro amor ocupar

Uai,
Te espero até amanhecer
mas se você não aparecer
meu coração pra outro lado vai!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Por acaso

Te encontrei por acaso enquanto procurava a minha paz
Descobri que, na verdade, mesmo gostando da paz, prefiro o caos que querer você me traz
Essa incerteza e a falta de pressa
E a oportunidade de desvendar o mistério
Eu quero é saber tudo o que você pensa
E descobrir se por mim você se interessa
Analisar todos os detalhes de algumas noites por aí
Descobrir nas entrelinhas se seu corpo inclinará pra mim
E se você me permitir eu faço uma canção pra te cantar
Quem sabe assim eu sigo do teu ouvido até a boca e consigo um beijo te roubar?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Boa noite, Varanda!

Hoje é a minha última noite aqui... não sei ao certo se vou me acostumar.
Nessa varanda desfiz e refiz tantos laços, sonhei, chorei..
E o pôr do sol que sempre assisto, as composições que ali surgiram, as decisões que ali tomei, a xícara de café assistindo os passos apressados das pessoas que passam na rua, os versos de amor e da vida, as cartas e lembranças que queimei.. e claro, o olhar atento para o céu estrelado toda noite antes de dormir, relembrando histórias, criando fantasias ou pensando em alguém especial.
Foi justo aqui que me refiz.. parece bobo, mas este foi o meu lugar durante 1 ano.. e na verdade, o unico que tive vontade de chamar de meu.
O lugar onde eu encontrava a minha paz, onde eu podia tocar a música que eu quisesse.
E agora ir embora dói.. mas eu irei com a certeza de que tudo que vivi aqui nunca vai se apagar da minha memória.
"Não me espere na varanda, eu não chego pra jantar"





quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

No meu canto

Cá estou eu, de novo andando em linhas tortas
achei que depois do tombo acertaria todas as notas

mas toda experiência pareceu não existir
todas as certezas preferiram sumir
e eu fico aqui, sem entender tudo de novo
sem saber pra onde ir

e dentro de mim essa idosa escondida
cansada das complicações que nem deviam existir,
que só me fazem ferir

ser jovem é ser indeciso, acredito
mas não consigo aceitar,
pra mim o que é simples, é bonito
eu só quero poder descansar

e se for no canto do outro, melhor,
mas assim, confesso, não dá
no meu canto também tem amor
e amor é o que me faz cantar